Militantes mantém vigília no Palácio do Planalto contra tentativa de golpe à democracia

As constantes tentativas de ataque ao mandato da presidenta Dilma Rousseff, legitimamente eleita por mais de 54 milhões de votos (51,64%), seja pela mídia, pelos opositores ou até pelas pessoas que defendem a volta da ditadura militar, provocaram militantes de diversos movimentos a fazerem uma vigília em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, todas as segundas-feiras.
Intitulado Núcleo em Defesa da Democracia (NDD), o grupo afirma que o movimento vai continuar até 2018, como explica Nazaré Brito, integrante do movimento. “Nossa ideia é apoiá-la e defender a democracia. Só terminaremos esta vigília quando a presidenta finalizar o seu mandato conquistado de forma democrática”, afirmou.
O início da mobilização se deu após começarem os ataques dos derrotados nas eleições de 2014. Segundo o produtor cultural, Márcio Apolinário, o núcleo nasceu de uma mobilização de militantes petistas ligados ao Ministério da Saúde para defender o resultado das urnas. “A partir daí, começamos alguns atos e ações mais diretas em defesa da Dilma”, disse.
Segundo os organizadores do núcleo, para este ano, a proposta é ampliar a vigília para as demais cidades do DF. O grupo também se manifesta favorável à saída do atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), investigado em diversas frentes por suposto envolvimento em irregularidades.
Quem quiser participar das ações, pode procurar o grupo nesta segunda-feira (22), às 18h, em frente ao Palácio do Planalto. “Geralmente, nós fazemos um rápido bate papo sobre a conjuntura. Além de um bandeiraço e da distribuição de adesivos alusivos à defesa da democracia e contrários ao golpe”, finalizou.
Por Marcos Paulo Lima

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