Em crise sem precedentes, saúde do Distrito Federal ganha mais um reforço das emendas parlamentares

No dia em que a Câmara Legislativa aprovou o remanejamento de R$ 352 milhões emendas dos deputados distritais, para cobrir gastos com a saúde, o deputado Chico Vigilante, líder da Bancada do PT, confrontou os dados apresentados pelo Secretário da Saúde, Fábio Gondim, durante a comissão geral realizada na quinta-feira (10), que debateu o “possível fechamento” e a situação dessas unidades.

Para Chico Vigilante, em nove meses de gestão, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), teve tempo hábil para resolver a grave crise da saúde do Distrito Federal.  Mas, ao invés de governar, o pessibista assumiu a arriscada estratégia de colocar a culpa na gestão do seu antecessor – o petista Agnelo Queiroz . Além disso, mesmo que a culpa tenha sido do governador anterior, neste caso, segundo Chico, quando Rollemberg ganhou a eleição de 2014, ele tinha a opção de discutir o orçamento de 2015 na Câmara Legislativa e, assim, reservar mais verba para a saúde. “Mas não apareceu um técnico da nova equipe de governo para discutir o orçamento de 2015 com os deputados”, lembrou Chico.

Ao confrontar os dados do secretário Gondim, Chico fez questão de destacar que apesar da medida inédita dos deputados em remanejar as emendas parlamentares para a saúde, o GDF está numa situação muito melhor do que quando Agnelo Queiroz assumiu o governo, em janeiro de 2011.

“Somente para 2015 foi destinado para a saúde o valor de R$ 5.887 bilhões de reais. Deste montante, até agora, a Secretaria gastou R$ 4.172. Com isso, o GDF tem um saldo positivo para ser investido na saúde ainda em 2015 de R$ 725. 42 milhões. Além disso, conta ainda com o Fundo de Saúde R$ 383 milhões”, ressaltou Chico.

A mentira dos R$ 64 mil reais no Caixa do DF:

O deputado está confrontando os números apresentados pelo governador Rollemberg no dia seis de janeiro deste ano quando, ao assumir a gestão do GDF, ter afirmado que o ex-governador Agnelo Queiroz havia deixado nas contas do governo apenas R$ 64 mil. “Naquela ocasião, baseado nos dados do SIGGO, eu mostrei que o GDF tinha mais de um bilhão no Caixa”.

Para ele, entre tantas outras medidas a serem adotadas pelo novo secretário, para melhorar a saúde no DF é necessário que o governo valorize os servidores e contrate o pessoal que fez o último concurso da saúde realizado por Agnelo Queiroz, em sete de setembro de 2014.

O parlamentar sugeriu que a Secretaria de Saúde faça uma redistribuição de seus funcionários e mantenha-os motivados, entre outras coisas não atrasando o pagamento das horas extras.

Chico também foi categórico ao recusar a solução que o atual governo quer implantar na saúde do DF, que seria a implantação das Organizações Sociais na gestão da saúde pública do DF, “pois esse modelo não atende às necessidades do povo, assim como foi feito na época do então governador Arruda, que colocou o hospital de Santa Maria para ser gerido pela Real Social Espanhola”.

Chico paleou ao secretário para que não aceite que coloque os hospitais do DF nas mãos das OS, pois essa é uma modalidade que só tem como objetivo distribuir o serviço público. “Não leve essa mácula para o seu currículo. Se o senhor tentar implantar as organizações sociais terá inimigos, pois ela não serve e não atende à necessidade. Não vamos aceitar esse modelo de gestão”, destacou.

 

Reforço de R$ 352 milhões em emendas parlamentares

 

O remanejamento das emendas parlamentares é acordo inédito no Legislativo local, que surgiu com eminente pedido de socorro do poder Executivo. Dos R$ 12 milhões que o deputado Chico Vigilante disponibilizou para a saúde, ele priorizou para a aquisição de medicamentos e fornecimento de alimentação hospitalares.

Confira, abaixo, em que será a empregado as emendas do deputado Chico Vigilante:

R$ 499.846 mil para a concessão de bolsa de estudos – residentes da Secretaria de Saúde do DF

R$ 485,153 mil para a manutenção de máquinas e equipamentos

R$ 2 milhões para a aquisição de medicamentos assistência a Saúde

R$ 500 mil para a manutenção de serviços administrativos gerais, armazenamento e distribuição de medicamentos

R$ 1.500 milhões para a manutenção de serviço administrativos gerais, contratos de serviços de limpeza

R$ 2.050 milhões para serviço assistenciais complementares em saúde – unidade de terapia – UTI

R$ 450 mil para a aquisição de materiais médicos hospitalares

R$ 2. 500 milhões para contratos de serviço de vigilância

R$ 2.015 milhões para o fornecimento de alimentação hospitalar

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