Chico Vigilante repudia moção homofóbica na Câmara Legislativa

Mais uma vez, o deputado Chico Vigilante, subiu à tribuna da Câmara Legislativa para protestar contra a moção que repudia duas resoluções do Conselho à Discriminação e Promoções dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, apresentada pela deputada Sandra Faraj.

Chico voltou a discursar sobre o tema, na tarde desta quinta-feira (09), depois que alguns deputados da bancada evangélica insinuaram que o PT era contra o seguimento evangélico. Um dia antes, Chico orientou os deputados do PT obstruir a pauta e esvaziaram a sessão para não votar a matéria. Ele defende que não é correto que a Câmara Legislativa se posicionar declarando repúdio contra as resoluções aprovadas em conselhos constituídos no governo federal.

Ele lembrou que todos os deputados evangélicos que se pronunciaram contra o Partido, participou do governo do PT na gestão Agnelo Queiroz. Ele também esclareceu que o texto da moção é diferente do publicado na resolução do Conselho à Discriminação e Promoções dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. “O que foi escrito na moção, não é o que está na resolução. E o nosso papel aqui é esclarecer as coisas. E agora a deputada Sandra Faraj joga a culpa no PT.  Portanto, não queiram fazer proselitismo, dizendo que o PT é contra as igrejas. Isso é uma mentira. O PT defende todos os seguimentos, O PT defende todos os seguimentos”, pontuou.  “Eu desafio a todos a me provar se teve um governo que respeitou os evangélicos mais do que os governos petistas”, disse.

O parlamentar também destacou que o “Estado Brasileiro é laico. Nós não queremos no Brasil o que está vivendo o Oriente Médio. Não queremos guerra de religião. Todo mundo tem que ser respeitado. Deus é Único, mas cada pessoa vê de uma forma”, destacou.

 

Para ele, o verdadeiro sentido das religiões e Deus é bem diferente de que muitos pregam. “As religiões são rios e todos desaguam no oceano, onde Deus é o Mar. Nós somos os rios e todos vão chegar no mar. Se alguém pecou, não sou eu quem vou apontar pedra, porque Cristo já disse: quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”, discorreu.

Para o deputado, é inadmissível aceitar que a Câmara Legislativa se tornar homofóbica, pois seria uma visão “estreita”, e a opção sexual do indivíduo tem e deve ser respeitada por todos. “E as igrejas também tem que ser respeitada. Duvido que tem uma igreja séria que feche a porta para um gay não entrar, pois se tiver não é de Deus, porque Cristo abraçou todos e a todas”.

 

O deputado encerrou o seu discurso destacando que não adiantaria os deputados que votam a favor da moção querer jogar os evangélicos contra o PT.  “Não venham colocar coisa do PT onde não tem; PT não é contra os evangélicos, pois tem petista que é evangélico, gay, lésbica, católica, enfim o PT é uma grande família. Essa moção teve um sentido, que é abrir esse debate e cair por terra determinados conceitos que as pessoas querem segurar aqui na Casa como se fosse uma voz única. Há que se ter respeito com o que as pessoas entendem como família”, finalizou.

 

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