Chico denuncia o caos na Saúde Pública do DF

O deputado Chico Vigilante, líder da Bancada do PT, subiu mais uma vez à tribuna da Câmara Legislativa para relatar o verdadeiro caos estabelecido sobre a saúde do Distrito Federal. Nesta quarta-feira (22), Chico lembrou que o governo atual recebeu a Secretaria de Saúde com a farmácia cheia faltando, apenas 40 itens nas prateleiras.

“Eram medicamentos que por causa do custo muito barato, os laboratórios não queriam vender. Mas a verdade é que hoje estão faltando mais de 300 itens. Dos mais variados, inclusive, para tratamento de câncer nos ossos, aqui no Hospital de Base. As pessoas estão desesperadas. Inclusive, tendo que fazer vaquinha para comprar”, disse o deputado.

O deputado lembrou que o governo decretou estado de emergência na saúde pública do Distrito Federal por um período de seis meses. O decreto possibilita ao GDF, dentre outras coisas, comprar medicamentos sem necessidade de licitação. “Dinheiro, eu tenho mostrado aqui o tempo todo que tem. Para terem uma ideia: o fundo de saúde do DF recebe do Ministério da Saúde 30 milhões para compras emergenciais inclusive para contratação de leitos”, esclarece.

“Na verdade, a visão que impera dentro da Secretaria de Saúde do DF, que é a mesma que levou o hospital universitário ao caos, porque o secretário de saúde atual, na época, era o diretor do hospital universitário, é a visão de se tem que sucatear ao máximo para ter justificativa para entregar para as Organizações Sociais”, informa.

Chico revelou que recebeu de uma funcionária a pauta de uma reunião para discutir a contratação de Organizações Sociais de Saúde para a gestão de hospitais públicos no DF.

“Agora mesmo, eles estão reunidos, e eu recebi uma mensagem de telefone de uma funcionária, com a pauta de uma reunião realizada para a contratação das organizações sociais para tomar conta dos hospitais. E querem começar pelo hospital e pela UPA de Ceilândia. Essa é uma atitude criminosa”, informou da tribuna.

O deputado também contou em plenário que decidiram não mais pagar o adicional de insalubridade para aqueles que trabalham em postos de saúde em posição administrativa.

 

“Recebi denúncia de uma funcionária informando que no contracheque não mais consta o adicional de insalubridade. Para tirar a insalubridade é necessário realizar uma perícia técnica, com engenheiros da medicina do trabalho para constatar a necessidade da insalubridade. Imaginem a insatisfação, a intranquilidade que está trazendo aos servidores,” finalizou.

Fonte: Augusto Henriques

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