Agnelo rebate acusações de Rodrigo Rollemberg

Em Miami, onde está matriculado num curso de inglês, com aulas de manhã e à tarde, o ex-governador Agnelo Queiroz (PT) tem acompanhado as notícias sobre a crise financeira, a seis mil quilômetros de distância do DF.

O petista só deve voltar a Brasília no segundo semestre, com a mulher, Ilza Queiroz. Até agosto, ele está de licença da Secretaria de Saúde.

O cidadão quer saber quem está com a razão. O atual governo pinta uma crise sem precedentes, mas o PT diz que não é bem assim…

Há uma tentativa de desconstrução do meu governo. São mentiras repetidas à exaustão, que criam uma nuvem de fumaça e acabam confundindo o cidadão. Deixei dinheiro em caixa. Não tem rombo. O próprio balanço divulgado neste ano mostrou isso. Não é verdade que só havia R$ 65 mil na conta do GDF. Isso é mentira. Há uma crise nacional e em vários estados. Não é só problema do DF.

O senhor foi deputado, ministro do Esporte, quase se elegeu senador, foi governador. Como se sente ao ver as críticas ferozes dos cidadãos de Brasília, com uma rejeição tão alta?

Claro que me chateia. Uma mentira dita várias vezes acaba confundindo as pessoas. Se eu tivesse sido reeleito, a situação seria diferente. O atual governo não tem competência para dialogar. Não havia necessidade de parcelar salários.

O que achou da suspensão da Fórmula Indy e da Universíade, por falta de dinheiro para honrar os compromissos?

É um absurdo. Essas decisões não poderiam ser tomadas. Nunca mais Brasília será sede de eventos importantes. Haverá um descrédito internacional. A nossa aposta era de que esses grandes acontecimentos trouxessem recursos para a nossa cidade, com aumento de arrecadação e desenvolvimento. Não dava para voltar atrás.

A Justiça bloqueou os seus bens por irregularidades no contrato para a realização da Fórmula Indy. Apontou falhas graves…

O juiz que tomou a decisão (Álvaro Ciarlini) é muito sério. Tenho certeza de que, ao analisar todos os fatos, ele  vai reconsiderar essa decisão. A corrida era muito importante para colocar Brasília no circuito mundial de eventos, como a Copa do Mundo. Como eu poderia ter uma punição como essa?

O seu advogado, Luiz Carlos Alcoforado, fez várias críticas ao seu governo… Ficou surpreso?

Muito surpreso. Sempre tivemos ótima relação profissional. Ele foi meu advogado durante anos. Se há uma dívida de campanha com ele, esse é um problema que o PT tem que resolver.

Fonte: Correio Braziliense