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Vitória no DCE da UnB é exemplo para as esquerdas brasileiras

Enquanto militante de esquerda, aqui no Distrito Federal, eu vejo com muita satisfação e muita esperança que a esquerda está voltando ao patamar que nós tivemos anteriormente no que se refere à organização, mobilização e de luta.

Fiquei muito animado com o resultado das eleições do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de Brasília (UnB) que terminou essa madrugada.

Compareceram à votação 12.125 estudantes da Universidade de Brasília, um expressivo comparecimento.

A Chapa Todas As Vozes, fiel representante das forças populares, progressistas e do campo da esquerda, que lutam por uma universidade pública, gratuita e de qualidade venceu a eleição com 7.017 votos. Venceu com mais de 2.500 votos de diferença para a chapa derrotada.

A chapa de direita (Aliança Pela Liberdade), que já dirigia o DCE há algum tempo e composta por simpatizantes de forças conservadoras com base em partidos como DEM, PSDB e de movimentos como MBL e Vem Pra Rua, obteve 4.890 votos.

Essa é mais uma situação animadora vinda da UnB que, antes, já havia consagrado a professora Márcia Abrahão nas eleições para a Reitoria da universidade. Pela primeira vez, uma mulher foi eleita Reitora da UnB, justamente, uma mulher da esquerda.

Eu me recordo da passagem por Brasília, no ano passado, do professor português Boaventura Santos, em virtude do recebimento do título de Cidadão Honorário de Brasília, concedido por mim.

Na ocasião, em conversas com estudantes da UnB, o professor alertou para a necessidade de união das forças progressistas com o objetivo de salvar o Brasil do retrocesso, pois, o País era um farol para a esquerda no mundo.

E o movimento estudantil da UnB, dotado de sua sabedoria, deu um exemplo à esquerda brasileira da necessidade de união entre as frentes progressistas.

Caso os representantes progressistas e de esquerda tivessem disputado a eleição para o DCE em chapas concorrentes, certamente, teriam perdido. Conquistariam a maioria dos votos, no somatório, no entanto, não venceriam a eleição.

Portanto, como tiveram sabedoria, sagacidade e, acima de tudo, a responsabilidade para com os colegas universitários e para com o Brasil, se uniram em uma chapa imbatível.

A partir desse resultado formidável, os estudantes da Universidade de Brasília deram o exemplo da urgente necessidade da união entre os movimentos de esquerda do Brasil.

Espero que os velhos dirigentes da esquerda brasileira aprendam com os jovens que souberam ter tolerância para construir uma aliança vitoriosa.

Chico Vigilante, deputado distrital

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