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Vigilante vota contra indicação de novo presidente do BRB e alerta para risco de normalizar escândalo

Distrital foi um dos seis votos contrários à indicação de Nelson Souza, criticando a nomeação em meio a investigações de fraude superior ao valor de R$ 12 bilhões.

Em sessão do plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nesta terça-feira (25), o deputado Chico Vigilante (PT) foi um dos seis votos contrários à aprovação de Nelson Souza para o cargo de presidente do Banco de Brasília (BRB).

A indicação do governador Ibaneis Rocha (MDB) foi aprovada por 16 votos a favor e 6 contrários. O resultado segue agora para análise do Banco Central. A sabatina e votação em plenário ocorreu em meio às investigações da Operação Compliance Zero, que apura a fraude bilionária superior a R$ 12 bilhões envolvendo o BRB e Banco Master.

Durante a sabatina, Vigilante reconheceu a competência técnica do indicado, mas manteve seu voto contrário, argumentando que não se pode normalizar o maior escândalo recente do DF. Vigilante pressionou por explicações concretas sobre como será realizado o prometido “choque de gestão” diante da crise ética.

“Não podemos normalizar o maior escândalo recente do DF, a fraude bilionária com o Banco Master, que evidencia o uso predatório de uma instituição que deveria servir ao povo. A nomeação passa, mas a mancha no banco permanece”, afirmou Vigilante.

A nomeação de Nelson Souza ocorre após a Justiça Federal determinar o afastamento do então presidente, Paulo Henrique Costa, ligado às investigações. O indicado declarou durante a sabatina que fará um “choque de gestão” e que se atentará à liquidez do banco, que classificou como “sólido”, embora admita um “problema momentâneo”.

Durante os debates, Chico Vigilante emitiu um alerta, afirmando que a oposição não se furtará ao seu dever de fiscalizar a gestão. “Apesar do ceticismo, espero que o senhor Nelson Souza honre sua palavra e priorize a liquidez e a moralidade. Mas fica nosso alerta: o BRB não é um feudo político. Estaremos vigilantes”, concluiu ele, ressaltando que a reconstrução da credibilidade da instituição exigirá ações concretas, e não apenas promessas.

Assessoria de Comunicação
Deputado Chico Vigilante

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