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Chico Vigilante pede diálogo entre professores e GDF

Uma semana após a deflagração da greve dos professores da rede pública, o GDF ainda não apresentou uma proposta para a categoria. Para tentar encontrar uma solução para o impasse, o Sindicato dos Professores (SinPro/DF) se reuniu, na manhã desta quarta-feira (22), com os deputados distritais Chico Vigilante (PT), Reginaldo Veras e Joe Valle, ambos do PDT.

O Sinpro pede que a Câmara Legislativa ajude no processo de negociação com o Executivo, uma vez que o GDF se recusa a dialogar com a categoria. A greve foi deflagrada na última quarta-feira (15) e, em assembleia realizada na manhã da terça-feira, os professores votaram pela manutenção da paralisação.

Para Chico Vigilante, a melhor solução é o governo chamar o sindicado e apresentar um calendário para atendimento da pauta dos professores.  “Todos os governos que ousaram a desrespeitar os professores tiveram consequências graves. Vamos insistir no processo de negociação. A greve dos professores traz uma profundidade maior, porque ela não é meramente econômica”, enfatizou o deputado.

Diretor do Sindicato, Cléber Soares pediu ao GDF que cumpra as leis aprovadas na CLDF.  “Por isso é importante que a Câmara Legislativa se envolva nesta discussão e ajude nesse processo”, explicou.  “Que o governo nos chame e que haja negociação de fato, com apresentação de proposta”, completou Soares.

A diretora Rosilene Corrêa destacou que, desde o primeiro momento, o governo tem se recusado a receber os professores para chegar  a um entendimento. “Se recursar a dialogar é a pior alternativa”, disse.

Reunião com o GDF

O deputado Professor Reginaldo Veras informou que conseguiu agendar uma reunião entre governo e professores, ainda sem dia e hora definidos. Joe Valle, presidente da CLDF, prometeu buscar alguma abertura junto ao governador Rodrigo Rollemberg, do PSB. “Caso esta reunião não aconteça, até amanhã, iremos pessoalmente ao Buriti provocar este encontro, e que ele seja com efetividade”, avisou Valle.

A categoria reivindica o pagamento da última parcela do reajuste conquistado em 2012, o pagamento de pendências a professores e orientadores educacionais que se aposentaram nos últimos dois anos. Além disso, pedem o cumprimento  das Metas 17 e 20 do Plano Distrital de Educação (PDE):  isonomia com as carreiras de nível superior do GDF e a correção do valor do auxílio-alimentação.

 

 

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