Distrital afirma que votação de matérias do governo na Câmara Legislativa estão condicionadas ao recebimento da minuta do projeto que reajusta o salário dos professores e orientadores educacionais.
O deputado distrital Chico Vigilante (PT) anunciou nesta segunda-feira (8), em um vídeo direcionado aos professores e orientadores educacionais do DF, que a bancada do partido decidiu condicionar a votação de projetos do governo.
A medida condiciona a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2026 ao recebimento oficial da minuta que reestrutura a carreira do magistério, fruto das negociações da última greve dos professores e orientadores educacionais no DF.
A decisão foi tomada durante reunião do colégio de líderes da Câmara Legislativa do Distrito Federal, da qual participaram representantes das bancadas partidárias. O governo havia se comprometido a enviar o texto ainda pela manhã, mas, até o momento, o projeto não foi oficialmente encaminhado à CLDF.
Vigilante reforçou seu apoio à categoria e destacou o caráter urgente e vinculante do acordo. “Esse acordo é um acordo judicial e que precisa ser cumprido por tratado. Nós estamos esperando que o governo mande essa minuta oficialmente pra que a gente possa votar”, afirmou. Ele complementou, reafirmando seu alinhamento: “Estou ao lado de vocês. Sempre estarei porque eu só tenho um lado: o lado dos trabalhadores”.
A minuta em questão é resultado direto das negociações que encerraram a greve dos professores da rede pública do Distrito Federal, que contou com amplo apoio da bancada do PT. O acordo estabelece mudanças na progressão salarial e nas condições de carreira da categoria. A manutenção da pressão política busca garantir que os termos acertados sejam convertidos em projeto de lei e, subsequentemente, aprovados sem alterações.
A postura do deputado Chico Vigilante coloca um novo entrave na pauta do Executivo local, indicando que a tramitação de matérias prioritárias para o governo, como o orçamento do próximo ano, está atrelada ao cumprimento da promessa feita aos educadores. O desfecho do impasse depende agora do envio formal do texto à Câmara Legislativa.
Assessoria de Comunicação
Deputado Chico Vigilante


