Corte reafirma compromisso com os trabalhadores diante das reformas inconstitucionais
Pela primeira vez, o Tribunal Regional do Trabalho da 10a. Região (TRT0) está sob comando de duas mulheres. Tomaram posse nesta sexta-feira (24) as desembargadoras Maria Regina Machado Guimarães e Márcia Mazoni Cúrcio Ribeiro nos cargos de presidenta a vice-presidenta da corte, repentinamente.
O deputado Chico Vigilante (PT) compareceu à posse das magistradas e saiu de lá com confiança na continuidade das ações da Justiça do Trabalho.
“Um momento ímpar em que duas mulheres assumem o comando da Justiça do Trabalho. Uma posse altamente representativa. Saí de lá com a esperança de que o TRT10 não terá disposição de se curvar aos ditames dessa reforma inconstitucional realizada no Brasil”, afirmou o distrital.
Em seu discurso de posse, a desembargadora Maria Regina registrou o simbolismo e o ineditismo da asessão de duas mulheres que, juntas, pretendem dignificar a herança de grandes feitos institucionais das gestões anteriores.
A magistrada também falou da esperança da retomada do papel de destaque da justiça Trabalhista no cenário nacional, com a valorização da magistratura como promotora da justiça social.
“Assume relevo, nesta quadra, a confiança que repousa na administração vindoura e por essa razão, conclamou que sejamos arautos de uma nova cultura institucional, pauta pela integração e criatividade gerencial, como arcabouços da qualidade de vida no ambiente de trabalho e prestação jurisdicional célere e de excelência. Avançaremos sempre abertos ao diálogo franco e democrático com todas as instituições essenciais à eficaz administração”, afirmou em seu discurso.
Chico Vigilante também destacou o discurso do desembargador Grijalbo Fernandes Coutinho que, em nome dos desembargadores, desmontou a reforma trabalhista.
“Foi alentador o discurso do desembargador ao evidenciar que a Justiça do Trabalho deve ter compromisso com a justiça social”, relatou o distrital.
O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região tem atuação sobre o Distrito Federal e o Tocantins e tramita anualmente cerca de 250 mil processos, de acordo com dados do relatório Justiça em Números 2017.


