Criar estratégias de comunicação nas redes sociais para dialogar com a base e vencer a luta contra os retrocessos. O desafio foi lançado na manhã desta quinta-feira (9), durante o encontro de parlamentares do PT, em Brasília, para discutir o desmonte da Previdência Social promovido pelo governo Michel Temer.
Para os coordenadores da comunicação da Liderança do PT na Câmara, jornalistas Carlos Leite e Rogério Tomaz Júnior, trabalhar em rede tornou-se um desafio para os parlamentares do PT, daqui para frente, até as eleições 2018. Assim, ferramentas como Twitter, Facebook, Instagram e Whatsapp passaram a ser vistas como aliadas.
Com 2,8 mil vereadores, 116 deputados estaduais, 58 deputados federais e 10 senadores, o PT tem grande potencial para criar uma rede ampla de comunicação e agregar a oposição ao Governo Temer, sobretudo contra as reformas da Previdência e trabalhista, com vistas a 2018.
“Qualquer militante que tem um celular na mão é um comunicador potencial”, enfatizou Rogério Tomaz. Segundo ele, as últimas pesquisas mostram que, quando se trata de redes sociais e reforma da Previdência, o governo perde a disputa no ambiente virtual. “A grande ferramenta de rede social da próxima eleição será o Whatsapp. Temos que estar preparados para dialogar com a base através dele”, completou Tomaz.
De acordo com os dois especialistas, é necessário que os parlamentares mantenham a mesma predisposição que têm em época de campanha. “Todos vocês são máquinas de comunicação a cada quatro anos. Infelizmente, quando chega no mandato, a intensidade baixa muito. Precisamos manter esse potencial mostrado nas campanhas eleitorais”, aconselhou Carlos Leite.


