Centenas de militantes, parlamentares e convidados participaram na noite desta quinta-feira da abertura do 6º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores. Os discursos reforçaram a necessidade da união e fortalecimento do Partido dos Trabalhadores para enfrentar o momento de retrocessos e ataques aos direitos da classe trabalhadora. Por inúmeras vezes, a plateia bradou os gritos de “Fora Temer” e “Diretas Já”.
Destaque para o discurso do presidente Lula conclamando os militantes ao desafio de mostrar para o Brasil um projeto de País que resgate a esperança do povo brasileiro.
“Nesse congresso, companheiros e companheiras, peço a vocês – que irão discutir textos, teses, fazer críticas e autocríticas – que ao discursarem amanhã (hoje) não falem para vocês. Falem para os milhões de brasileiros que não estão aqui e que precisam que o PT tome as decisões corretas para despertar a esperança nesse povo”, discursou.
O presidente avaliou que o PT realizou a maior inclusão social no âmbito mundial, nesta década, e que esse fato trouxe o descontentamento das elites. “O preconceito não é nosso, o ódio não vem de baixo, o ódio vem de cima porque eles não querem que a gente suba nem um degrau na escala social. Agora eles não querem nem que a gente ganhe salário no campo, querem que a gente trabalhe a troco da comida”, afirmou.

Em sua fala, a presidenta Dilma Rousseff teceu fortes críticas à perseguição jurídica e midiática contra o PT e, principalmente, contra o presidente Lula. Dilma defendeu a realização de eleições diretas, a democratização dos meios de comunicação e uma constituinte para promover as reformas e retomar a democracia no Brasil.
“Estamos vendo avanço de medidas de exceção ocorrendo sistematicamente. Precisamos da legitimidade que só o voto direto dá. É ‘diretas’ por uma questão de sobrevivência do país”, afirmou.
A presidenta avaliou que as reformas propostas pelo governo não procuram aperfeiçoar as regras existentes. Na visão de Dilma, o governo quer desviar a atenção dada aos trabalhadores para os patrões.
“É uma mudança de modelo, de concepção, não é uma reforma. É uma mudança de concepção que quer entregar o trabalhador e a trabalhadora a caprichos e interesses de qualquer empregador”, defendeu.

A líder do partido no Senado e uma das postulantes à presidência do partido, senadora Gleisi Hoffmann, afirmou que o PT ainda tem uma imensa responsabilidade com o país. “Pessoas estão colocando suas esperanças no PT, um partido comprometido com a radicalização da democracia, com o empoderamento da militância e das forças progressistas. Com o PT para resgatar a esperança do povo brasileiro”, afirmou.
Um dos pontos altos da cerimônia, foi o convite da senadora ao também senador Lindbergh Farias, também candidato à presidência do PT, para compor a mesa. Com um abraço, a senadora destacou. “Eu e o senador estamos disputando a presidência do PT, mas, antes de tudo, somos companheiros e trilhamos um caminho e uma luta pelo Partido dos Trabalhadores. Estamos juntos pelo PT e pelo Brasil”, destacou.
Homenagem
A abertura do 6º Congresso Nacional do PT homenageou a ex-primeira dama Marisa Letícia. No início do evento, que leva o nome dela, foi exibido um vídeo com depoimentos de companheiras de batalha relembrando as lutas e a dedicação de Dona Marisa.


