Casos recentes de intoxicação indicam a possibilidade de ato de terrorismo, sendo necessária uma investigação enérgica e aprofundada das forças de segurança sobre o caso.
Os crescentes casos de intoxicação por metanol em bebidas, incluindo o do rapper Gustavo da Hungria, internado em Brasília necessitam passar por uma profunda investigação da Polícia Federal (PF). É necessário que a entidade assuma a liderança das investigações, pois não podemos descartar a possibilidade de contaminações com indícios relevantes de terrorismo, e não de um crime comum visando lucro.
A situação atual é de gravidade e já conta com o acompanhamento do Ministério da Saúde, cujo titular, o ministro Alexandre Padilha, já se pronunciou publicamente sobre o caso, indicando que as medidas cabíveis já estão sendo tomadas.
A inserção de metanol não traria vantagem financeira significativa para o crime organizado, tornando a motivação por lucro insustentável. Assim, a natureza dos ataques aponta para uma ação planejada para causar pânico social e prejuízos econômicos ao setor de bebidas. Portanto, o caso “tem cheiro” de terrorismo. Nada justifica tal conduta almejando apenas o lucro. É muito mais sintoma de terrorismo para comover a nação. Isso não é um simples crime. Os indícios apontam que o caso não foi orquestrado por meia dúzia de criminosos que inseriram metanol na bebida alcoólica.
O caso que ganhou destaque nacional é o do rapper Gustavo da Hungria, de 34 anos, internado no Hospital DF Star com sintomas compatíveis com a ingestão da substância tóxica. Embora o ministro Padilha tenha citado a intoxicação por metanol durante coletiva, o órgão informou posteriormente que ainda aguarda a confirmação definitiva através do resultado de exames. Este cuidado na confirmação oficial reflete a sensibilidade do caso e a necessidade de apuração rigorosa.
Reitero o meu apelo público para que a Polícia Federal abra essa linha de investigação, investigue para valer, para colocar os terroristas na cadeia. Os indícios são consistentes para classificar a situação como um ato de terror, e que demanda uma ação imediata e contundente das autoridades competentes.
Deputado Chico Vigilante
Líder da Bancada do PT na Câmara Legislativa


