É chegada a hora de defender a candidatura do ex-presidente Lula. Esse foi o mote da abertura da 4ª Conferência da Articulação – Unidade na Luta, realizada na noite desta sexta-feira, em Brasília.
A maior tendência interna do Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal se reúne em evento em Brasília, neste fim de semana, para deliberar os caminhos da sigla no ano de eleições gerais.
Para o deputado distrital Chico Vigilante, no âmbito nacional para a candidatura à Presidência da República, o PT não aposta no chamado “Plano B”. “Lula está mais vivo do que nunca. Se há quem possa andar de cabeça erguida no Brasil e nessa cidade, somos nós do Partido dos Trabalhadores”, afirmou.
Na opinião do distrital, a campanha será marcada pela temática das conquistas obtidas pelo povo brasileiro no decorrer dos treze anos dos governos do PT, como os seguidos aumentos reais no salário mínimo. “A gente tem credibilidade de dizer para as pessoas que iremos fazer, pois, nós já fizemos”, afirmou.
Para a presidente do partido no DF, deputada federal Erika Kokay, os poderosos adversários do PT não conseguem entender o que move a militância petista mesmo após anos de massacre midiático. “Nunca vão entender o Partido dos Trabalhadores. O PT tem Lula como opção para o povo brasileiro ter acesso a uma vida digna. Vamos com Lula para que ele possa representar o país que está represado e escondido”, discursou.
O ex-ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, está confiante na vitória do partido nas eleições de outubro. Para ele, 2018 é um ano muito importante para o povo brasileiro. Ele aposta que a população está percebendo que foi enganada no golpe. “Se Lula for candidato, com o sentimento da população em relação ao golpe, nós vamos vencer as eleições. E vamos aumentar nossa bancada”, aposta.
Para a ex-vice-governadora Arlete Sampaio, o debate entre a militância será fundamental para acertar o passo nas lutas nacionais e distritais. “É necessário retomar o caminho de um governo democrático. É a defesa da democracia no Brasil”, afirmou.
O presidente da CUT em Brasília, Rodrigo Brito, demonstra preocupação com o processo eleitoral. Para ele, não há garantia de que o povo poderá votar este ano. “Não tenho certeza de que serão realizadas eleições em outubro. Não vivemos um momento de democracia no país”, disparou.
Convidado a discursar, o deputado distrital Wasny de Roure, pré-candidato ao Senado, disse que o momento é de muita reflexão. Ele defende a volta aos movimentos sociais. “A questão da defesa de Lula é em função do projeto de inserção dos movimentos sociais”, defende.
Política no DF
Não sobraram comentários ao governador Rodrigo Rollemberg na abertura da conferência da Articulação. O atual mandatário do DF foi alvo de duras críticas dos participantes do evento.
Para Arlete, Brasília está completamente abandonada. Ela citou a situação caótica da saúde pública no Distrito Federal. “O Instituto Hospital de Base não vai resolver absolutamente nada”, disse.
De acordo com Erika Kokay, o Governo Rollemberg é um arremedo do Governo Temer. “Um governo que transformou Brasília em uma cidade proibida”, afirmou.
Para Chico, na disputa ao GDF, o PT não pode ter medo de compor uma chapa só, já que conta com a força dos colaboradores e do passado de benfeitorias. “O PT não pode se achar diminuído de sair sozinho nessa disputa. Com a militância, com a folha de serviços prestados, nós vamos para o segundo turno”, afirmou.
A 4a. Conferência da Articulação acontece na Câmara Legislativa até este sábado.


