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MST recebe homenagem da CLDF

A luta pela reforma agrária, por justiça social e por condições dignas para os trabalhadores rurais assentados foram alguns dos pontos abordados na noite desta segunda-feira (17/04), durante a sessão solene em homenagem ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra DF/Entorno e ao Dia Internacional de Luta pela Terra.

Propositor da homenagem, o deputado distrital Chico Vigilante (PT) destacou a importância estratégica que o MST tem para o Brasil. Para ele, há 23 anos, o movimento teve a decisão acertada ao instalar suas raízes também em Brasília e no Entorno, tendo em vista que as terras da capital são mal distribuídas e estão concentradas nas mãos de alguns grileiros.

“Infelizmente, a grande mídia faz questão de mostrar diariamente que os Sem Terra são baderneiros. Queremos mostrar o contrário. Hoje, a agricultura familiar é responsável pela produção de 80% dos alimentos consumidos nas cidades”, enfatizou.

“A luta deles não é para ser sem terras, mas sim, possuir a terra dentro de uma nova filosofia. Ou seja, que a seja um bem coletivo de todos e não de alguns”, completou o parlamentar.

A deputada federal Erika Kokay (PT) enfatizou que apenas após o assassinato covarde de 19 trabalhadores sem terra, em Eldorado do Carajás (PA), em 17 de abril de 1996, a reforma agrária foi colocada na pauta nacional do país com a criação do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

“Foi da luta dos trabalhadores rurais sem terra, que colocaram com, sangue, sofrimento e, também, com fé, ousadia e coragem, a reforma agrária na agenda nacional do País. Somente com a distribuição justa de terras é que poderemos fazer justiça social”, lembrou.

Para o coordenador nacional do MST, Marco Antônio Baratto, a noite de homenagem é uma forma de agradecer e de reconhecimento aos trabalhadores rurais e às alianças de classe que foram feitas ao longo dos anos.

Ele disse que é necessário que a classe trabalhadora ocupe espaços estratégicos da sociedade que estão nas mãos da elite brasileira, como na educação, na mídia e na política.

“Hoje, o mais importante que tem que fazer em tempos de golpes e de lutas de classes, é a unidade da classe trabalhadora. A tarefa do MST é continuar fazendo a luta pela reforma agrária e pela terra. Mas, mais do que isso, é ajudar a construir a unidade da classe trabalhadora e da esquerda no Brasil para enfrentar a burguesia e a elite deste País”, enfatizou Baratto.

Também participaram da mesa de homenagem, o professor da UnB, Professor Pasqueti; o coordenador do Fórum de Reforma Agrária do DF, Luciano Moreira; a diretora do Sinpro, Rosilene Correa; o diretor da Associação Brasileira da Reforma Agrária, José Parente; e o diretor nacional do Movimento dos Sem Teto.

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