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Hoje foi dia de Greve Geral

28 de abril de 2017, um dia que certamente ficará registrado na história do Brasil. Após duas décadas, o país inteiro volta a se mobilizar em uma greve geral. E o resultado foi esse: o Brasil parou nesta sexta-feira.

Hoje, o golpista Michel Temer ficou acuado, escondido em seu palácio.

Desde as primeiras horas da manhã, centenas de categorias pelo Brasil pararam as atividades contra as reformas trabalhista e previdenciária do governo Temer que vão cercear os direitos dos trabalhadores.

A movimentação foi intensa. Durante todo o dia chegaram inúmeros relatos e imagens da paralisação geral. Nas redes sociais, os assuntos ‘greve geral’ e ‘Brasil em greve geral’ alcançaram o topo das discussões ao redor do mundo. A greve alcançou os mais longínquos lugares, desde as pequenas cidades brasileiras até grandes metrópoles internacionais, como foi o caso da manifestação em Berlim, capital da Alemanha.

Em Brasília, as manifestações começaram cedo, com dezenas de barricadas formadas nas principais vias de acesso da cidade. Mais tarde, o sistema financeiro ficou completamente parado com a paralisação dos bancários. Também o sistema de transporte coletivo parou com a adesão total dos rodoviários e metroviários.

Os trabalhadores se manifestaram em todas as cidades do DF e milhares foram para a Esplanada dos Ministérios em um Ato em frente ao Congresso Nacional.

Para o deputado Chico Vigilante, que coordenou a primeira Greve Geral do país, no ano de 1986, o movimento de hoje foi um dos maiores já vistos no Brasil e vai ficar marcado na história de luta dos trabalhadores brasileiros.

“A greve é contra a política de destruição implementada pelo golpista Michel Temer que deseja a retirada de direitos seculares. A reforma trabalhista, que remete o trabalhador à Era da escravidão, e a reforma previdenciária, na qual o trabalhador terá duas opções: ou trabalha até morrer ou morre trabalhando. É por estas razões que o trabalhador compareceu às ruas e fez a greve dar certo”, afirmou.

Chico Vigilante ressalta o papel fundamental nas manifestações de hoje desempenhado pela Igreja Católica, por meio dos padres e bispos que estão nas ruas juntamente com a população.

O petista também criticou o posicionamento de colunistas de rádio e TV que tentaram desqualificar a greve geral ao diminuir as manifestações e afirmar que elas não têm poder de influenciar a decisão de deputados federais e senadores. “É preciso lembrar estes colunistas que a base eleitoral dos parlamentares está espalhada por todo o Brasil e, em muitos casos, no interior do país”, disparou.

Com a massiva participação popular nos eventos de hoje, Chico Vigilante espera que a greve geral represente o início de uma série de manifestações populares no Brasil. “Espero que a gente saia mais vezes às ruas e sejam convocadas mais manifestações e paralisações para derrubar Michel Temer. É o único caminho”.

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