As emendas que entraram no texto final da Reforma Trabalhista em tramitação na Câmara dos Deputados foram decididas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). A denúncia é do deputado distrital Chico Vigilante.
O deputado recebeu informações de que, no dia 8 de abril, um sábado, o chefe de gabinete do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), relator da Reforma Trabalhista, ficou reunido por cerca de quatro horas com a alta cúpula da Fiesp e da CNI na sede da confederação. Na pauta da reunião, a avaliação de cada emenda apresentada ao projeto para decidir quais constariam no relatório do parlamentar.
Para o deputado, o projeto da reforma trabalhista está contaminado e, por esta razão, deve ser arquivado. “É uma reforma encomendada pelos patrões da indústria para ferrar com os trabalhadores brasileiros. É grave o que foi feito. Não é a vontade dos deputados. É a vontade da Fiesp e da CNI, avalia Chico Vigilante.
Na manhã desta quarta-feira, Chico Vigilante encontrou o senador Paulo Paim, no Senado, para apresentar a denúncia. Paim pretende propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a tramitação da reforma.


