A Feira e Mostra Cultural da Reforma Agrária em Ceilândia começou com engajamento político, barracas com produtos orgânicos e muita música de viola. A abertura oficial, na noite de ontem, contou com a presença de autoridades e representantes de movimentos sociais. A atração principal foi a roda de viola com a dupla
O deputado distrital Chico Vigilante, que destinou recursos de emendas para a realização do evento, destacou a satisfação de ter podido colaborar com o circuito de feiras.
“O objetivo é mostrar para as pessoas que não conhecem o MST, o que é o movimento. É mostrar que o MST não é aquilo que é mostrado pela grande imprensa, como sendo baderneiros ou invasores de terra.
Chico ressaltou que o MST tem condições de produzir alimentos orgânicos em uma escala gigantesca e pregou união entre os movimentos sociais para derrubar os golpistas que comandam o país.
O deputado também informou que vai continuar colaborando para a realização dos próximos circuitos da Feira da Reforma agrária. Ele disse que o MST é o movimento mais importante na luta contra o golpe e na luta contra a onda conservadora.
A deputada federal Erika Kokay afirmou que o MST conseguiu colocar na agenda do país a necessidade da reforma agrária. “O MST conseguiu colocar na agenda do país que essa terra tem que pertencer ao povo brasileiro. Essa terra não pode pertencer ao grande latifúndio”, defendeu a presidenta do Partido dos Trabalhadores no Distrito Federal.
O deputado distrital Ricardo Vale, que comprou produtos orgânicos na feira, ressaltou a união com os trabalhadores do campo.
A Feira
Esta é a 3ª etapa do Circuito de Feiras e Mostras Culturais da Reforma Agrária do Distrito Federal e Entorno. Realizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), cerca de 200 camponesas e camponeses participarão do encontro que contará com a comercialização de uma diversidade de artesanatos e alimentos produzidos agroecologicamente. O evento acontece na Praça do Trabalhador, em Ceilândia de 4 a 6 de agosto.
Além da feira, que contará com a participação de assentados e acampados da região do nordeste goiano, noroeste mineiro e do DF, o Circuito traz em sua programação de seminários, rodas de conversas, música, teatro, ciranda infantil e uma praça de alimentação com comidas típicas do cerrado brasileiro.
“Encontros como este, mostram para a sociedade urbana, que os pequenos agricultores, assentados e camponeses são os grandes responsáveis por colocar os alimentos na mesa do brasileiro. Tudo isso, por um preço que não assalta o trabalhador. Defendemos a agroecologia como saída para uma alimentação sem veneno e uma produção que tem no trabalho camponês e na organização do trabalho cooperado, o contraponto à hegemonia do agronegócio”, destaca Marco Antonio Baratto, da Direção Nacional do MST do Distrito Federal e Entorno.
O 1º Circuito de Feiras e Mostras Culturais da Reforma Agrária do Distrito Federal e Entorno é uma ótima oportunidade para aprofundar o diálogo político e social entre a população do campo e da cidade, juntos, na compreensão da necessidade e da importância da Reforma Agrária na produção de alimentos saudáveis, e na construção do Projeto Popular de sociedade.
Cidades como Planaltina (DF) e Formosa (GO) já receberam o evento. Além de Ceilândia, o Circuito de Feiras e Mostras Culturais da Reforma Agrária do Distrito Federal e Entorno passará ainda por Unaí (MG) no final do ano.


