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EMENDAS GARANTEM MANUTENÇÃO DO SERVIÇO DE SAÚDE DA PM

O atendimento de saúde da PMDF pode ganhar uma sobrevida com a destinação de sobras orçamentárias da Câmara Legislativa. A proposta é do deputado distrital Chico Vigilante (PT) e pode garantir os recursos necessários para a manutenção do serviço aos policiais e seus familiares.

A solução foi pensada em audiência realizada na noite de segunda-feira com o presidente da Câmara Legislativa, deputado Joe Valle; em que participaram, além de Chico Vigilante, o secretário de Assuntos Institucionais, José Flávio de Oliveira; e uma comitiva de esposas de policiais militares.

“Dá para fazer de uma vez o remanejamento necessário para que o atendimento, mesmo que precário, continue a ser prestado para essas famílias”, afirmou o deputado Chico Vigilante na saída da reunião.

De acordo com a proposta, os distritais, que se comprometerem, vão destinar recursos vindos de uma sobra orçamentária da CLDF para a manutenção do serviço de saúde da PMDF.

O deputado Joe Valle está confiante na concordância entre todos os distritais para sacramentar a destinação das emendas. “Estamos construindo aqui uma solução em conjunto entre as várias partes envolvidas”, afirmou o presidente da CLDF.

Ficou definido que, na próxima reunião do Colégio de Líderes, a proposta de destinação dos recursos será discutida com cada liderança. Também ficou acordado que os recursos serão transferidos diretamente para o fundo de contingência do GDF que fará o remanejamento.

No momento, há uma divergência entre a PMDF e a Secretaria de Planejamento em relação aos valores necessários para a manutenção dos serviços de atendimento do Fundo de Saúde. A PMDF afirma serem necessários R$ 50 milhões para que os serviços continuem a ser executados. Valores estes que a Seplag contesta.

O secretário José Flávio de Oliveira se comprometeu a buscar com a equipe da Seplag o verdadeiro valor devido pelo fundo de modo a serem feitas as destinações orçamentárias na próxima semana.

Esse aporte em dinheiro será utilizado para evitar a suspensão do atendimento de saúde dos policiais militares e de seus familiares. No passado, devido à falta de pagamentos, vários convênios foram suspensos e, atualmente, há somente um hospital privado, no Gama, para atendimentos de emergência e uma pequena rede credenciada.

Para a Associação das Esposas Unidas da PMDF, a corporação é vista como ‘caloteira’. “Qual hospital privado vai realizar convênio com uma instituição que não paga?”, questionou uma das esposas.

De acordo com a associação, que representa cerca de 600 esposas, a falta de médicos e de recursos têm levado a um péssimo atendimento. Elas também reclamam à burocracia para a obtenção de autorizações e a demora para o pagamento de indenizações.

Em audiência pública na CLDF, a corporação afirmou que hoje a PMDF gasta cerca de 80% de sua verba destinada à saúde em atendimentos de urgência e emergência.

CMEd
A PMDF conta com centro médico entregue recentemente e que carece de profissionais. De acordo com a corporação, somente para gerir o centro seriam necessários 1.100 profissionais. No entanto, a situação é precária com apenas 50 médicos no atendimento aos policiais e seus familiares.

Imagens: Marcos Gerônimo

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