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EM CONGRESSO, VIGILANTES REAFIRMAM A NECESSIDADE DE LUTA CONTRA RETROCESSOS

O primeiro dia do 9º Congresso Nacional dos Vigilante foi marcado pela necessidade de mobilização e reorganização sindical para lutar contra a retirada de direitos trabalhistas e sociais que estão sendo implementados pelo governo golpista de Michel Temer.

Na abertura do evento, o deputado distrital Chico Vigilante (PT); o ex-ministro da Previdência, Ricardo Berzoini; e o presidente da CUT-GO, Mauro Rubens, debateram sobre as conjunturas nacional e internacional.

Diretor da CNTV, Chico Vigilante alertou para a necessidade da união e do enfrentamento de toda a classe trabalhadora contra a política nefasta de Michel Temer.

“Esses projetos nos levarão à ruína e à calamidade total. Precisamos ampliar nossa representação sindical nacional e internacionalmente, organizar nossa luta e ir para as ruas. Somente com mobilização garantiremos os direitos, não apenas dos vigilantes, mas de toda população brasileira”, ressaltou.

Ricardo Berzoini fez uma análise da conjuntura política internacional. Para ele, além de afetar diretamente a população brasileira, o golpe à democracia trouxe reflexos internacionais e está influenciando a relação do Brasil com outros países. “O golpe no Brasil não foi apenas um golpe de brasileiros contra brasileiros. Sem dúvida, houve interesses por trás de todo o processo. O Brasil é um país que tem potencial para crescer em meio às grandes potências mundiais. Sendo assim, é preciso defendê-lo desses ataques”, explicou o ex-ministro da Previdência Social.

Na análise de Berzoini, os ataques à democracia chegaram juntamente com o fim da soberania nacional e as nocivas reformas trabalhista e previdenciária. Ele ressaltou ainda o papel estratégico do movimento sindical no enfrentamento aos problemas postos, de intensificar a mobilização e batalhar para formar trabalhadoras e trabalhadoras conscientes. “Vivemos um período de completo estado de exceção, onde os direitos dos pobres são retirados diariamente em favorecimento dos interesses da minoria burguesa. Nossa luta deve ser constante. Vamos acabar com a perseguição à esquerda brasileira. O futuro do país está nas mãos da classe trabalhadora e a luta e unidade são a chave para barrar os retrocessos”, finalizou Berzoini.

O presidente da CNTV, José Boaventura, salientou que apesar da preocupação que situação exige, este é um momento de esperança e, principalmente, resistência da classe trabalhadora. Ele reafirmou a necessidade da realização do Congresso, principalmente no momento tão difícil para o povo brasileiro.

“A nossa responsabilidade é dobrada, por isso, este deve ser um ambiente onde o ânimo e a energia devem prevalecer para avançarmos em nossas lutas. Tivemos grandes combates e muitos ainda estão por vir”, disse.

Congresso – O Congresso da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) reúne, em Brasília, entre os dias 26, 27 e 28, trabalhadores da vigilância privada de todas regiões do Brasil.

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