Rodoviários de Brasília derrotam reforma trabalhista e dizem não à implantação do Contrato Intermitente e da Terceirização no setor. A assembleia do Sindicato dos Rodoviários, realizada na manhã deste domingo no Conic, reuniu milhares de motoristas e cobradores, que aceitaram a proposta de acordo coletivo construída entre o Sindicato da categoria e o Patronal, e pôs fim ao indicativo de greve.
Entre outras garantias, eles conseguiram um reajuste de 4,45% no salário, de 7,8% no plano de saúde e mais 5% no ticket de alimentação, na cesta básica e no plano odontológico. Além disso, todas as cláusulas trabalhistas do acordo coletivo do ano anterior foram mantidas.
O deputado Chico Vigilante acompanhou de perto as negociações da categoria. Ele enfatizou que a conquista de hoje foi fruto da mobilização e união dos trabalhadores do transporte público.
“Acompanho a luta destes trabalhadores desde 1985, quando fizemos a primeira greve dos rodoviários do DF. As negociações deste ano foram das mais difíceis da história, pois estava em risco a retirada dos direitos conquistados ao longo dos últimos 33 anos de luta”, lembrou Chico Vigilante.
“Os rodoviários estão de parabéns. Esse acordo coletivo demonstra que a categoria está unida e não aceita a Reforma Trabalhista”, finalizou o parlamentar.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Jorge Faria, disse que as negociações deste ano foram exaustivas, pois os empresários do setor não estavam dispostos a recuar e queriam retirar direitos já conquistados.
“A maior conquista da categoria nessas negociações foi proibir a implantação da jornada intermitente e da terceirização no acordo coletivo dos rodoviários. Não iríamos aceitar qualquer acordo que englobasse esses dois itens. A mobilização e a união da categoria foram muito importantes para barrar a implantação da Reforma Trabalhista no acordo coletivo dos rodoviários”, explicou Jorge Faria.
A categoria também conquistou o pagamento do retroativo a partir do dia 1º de agosto, que será pago nos meses de outubro e novembro, seis meses de cesta básica para os trabalhadores afastados pelo INSS e o direito ao quinquênio. Ou seja, todo trabalhador que completar cinco anos na empresa, terá mais um acréscimo de 5% no salário.


