Distrital afirma que movimento de paralisação da categoria é legítimo pelo fato dos trabalhadores terceirizados terem sido dispensados sem justificativa e de forma arbitrária
O deputado distrital Chico Vigilante (PT) manifestou apoio, nesta segunda-feira (29) , ao movimento de greve deflagrado pelos vigilantes terceirizados do Hospital de Base e UBSs após demissões, bem como aos vigilantes terceirizados de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Planaltina, Brazlândia, Sobradinho e Ceilândia. A categoria anunciou uma greve com início nesta terça-feira (30/9), a partir das 7h.
A paralisação é uma resposta à demissão em massa de 48 profissionais pela empresa Cinco Estrelas, ocorrida sem aviso prévio ou justificativa clara, conforme relata o Sindicato dos Vigilantes do DF. O movimento, que conta com o apoio público do deputado distrital Chico Vigilante (PT), notificou o IGES e a Secretaria de Saúde sobre a situação, pressionando por uma solução para a crise.
Chico Vigilante classificou as dispensas como um “ataque covarde” e um uso da vida dos trabalhadores como “moeda eleitoral”. Em nota de solidariedade aos profissionais, o parlamentar afirmou que a luta é justa e necessária, endossando a legitimidade da greve. “Trabalhadores que dedicaram até 15 anos de serviço estão sendo retirados para dar lugar a cabos eleitorais. Não aceitaremos que a vida de trabalhadores seja usada como moeda eleitoral”, declarou o deputado, assegurando todo seu apoio à categoria.
De acordo com o sindicato da categoria, os profissionais demitidos ainda aguardam o pagamento integral de seus direitos trabalhistas, como férias não gozadas. A empresa Cinco Estrelas, responsável pela terceirização dos serviços, emitiu nota informando que as rescisões ocorreram devido a uma “readequação de postos de trabalho em contratos de vigilância”, uma medida tomada conforme a “necessidade operacional identificada pela empresa”. A justificativa, no entanto, é contestada pelos vigilantes e pela representação política.
O desfecho do movimento dependerá da resposta das autoridades e da empresa frente à paralisação. Enquanto os vigilantes permanecem com os braços cruzados, a pressão aumenta para que o IGES e a Secretaria de Saúde intervenham no conflito, garantindo o respeito aos direitos dos trabalhadores e a manutenção dos serviços de segurança nas unidades de saúde afetadas.
Assessoria de Comunicação
Deputado Chico Vigilante


