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Cusparada na cara do cidadão

O 15 de março foi o Dia Internacional do Consumidor, mas bastou um dia para nada significar, no Brasil. Isso porque, um dia depois, fomos surpreendidos com a notícia de que o presidente ilegítimo Michel Temer pretende aumentar a carga tributária – contra tudo que pregou antes do golpe.

Vários portais de notícias dão conta de que a alta nos tributos já está na mesa de discussão da equipe econômica de Temer, como uma das opções para tapar o buraco nas contas públicas que poderá chegar, até o fim do ano, em 200 bilhões de reais.

Com isso, impostos como a Cofins, PIS e a Cide serão reajustados. Este último, por exemplo, o presidente Lula havia acabado para desonerar a classe média brasileira. A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico sobre Combustíveis (Cide-Combustíveis) incide sobre as operações realizadas com combustíveis.

O grande problema de mais este ajuste na carga tributária da gasolina e do óleo diesel é a interferência direta sobre os preços dos alimentos. A maioria do transporte dos produtos agrícolas é feito pelas rodovias do país. Isso afetará desde os grandes fornecedores de alimentos, até os pequenos produtores, como o feirante que precisa da Kombi para transportar os insumos para vender nas feiras, nos finais de semana.

Isso é um verdadeiro absurdo: é resultado da ilegitimidade de um presidente ilegítimo que, agora, cospe na cara da população brasileira.
Sou presidente da Comissão Defesa do Consumidor da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Não há outra coisa a fazer senão denunciar essa manobra ardilosa, criminosa de um governante ilegítimo, um administrador incapaz de equilibrar as contas públicas. Distante da realidade, Temer está à frente de um desastre político nos envergonha perante o mundo, enquanto, internamente, joga a economia em um buraco sem fim.

Temer, em um de seus delírios, costumava acusar a ex-presidenta Dilma Rousseff de, justamente, não dar conta da economia brasileira. Nada como um golpe atrás do outro. Porque está cada vez mais provado de que problema não era a dívida, mas sim o modelo. Mas Temer, incapaz de fazer uma reforma tributária digna, penaliza o consumidor.

Temer é um acinte à democracia brasileira.

Chico Vigilante, deputado distrital PT-DF⁠⁠⁠⁠

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