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Comissão a ser instituída estudará propostas para revitalização do SCS

Como resultado de audiência pública realizada hoje (13) na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), ficou definida a instituição de uma comissão a ser formada por representantes do Governo do DF (GDF), comércio, prefeitura, representantes da comunidade e acadêmicos para verificar tudo o que já foi produzido em termos de projeto para a revitalização do Setor Comercial Sul (SCS). A proposta foi feita pelo deputado distrital Chico Vigilante (PT), autor de requerimento que levou ao debate sobre o tema. Conforme ficou acertado, vão participar desse grupo representantes das secretarias de Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Urbano e Habitação, de Governo e da Casa Civil do Distrito Federal, em conjunto com a prefeitura do SCS, associações comunitárias e a federação do Comércio do Distrito Federal.

A ideia é de elaboração, por meio de amplo debate, de um projeto legislativo de consenso entre todos os setores, para ser apresentado `a Casa e ter tramitação acelerada na Casa, explicou o parlamentar. “O Setor Comercial Sul (SCS) é considerado por nós o coração de Brasília e está se transformando num lugar de festas. Não que sejamos contrário a festas, mas queremos que o sentido dessa audiência seja trazer de volta a verdadeira vocação da área. É no SCS onde Brasília de fato pulsa. Queremos ver como fazer para que o local renasça com a pujança que já teve com o apoio do poder público, empresariado e sociedade civil”, destacou o parlamentar. Vigilante ressaltou, ainda, que este é apenas o início do processo de debate sobre o SCS, uma vez que ele pretende estimular outras reuniões, na tentativa de dar um melhor tratamento para a área o quanto antes. Para a prefeita, Lígia Bagista Meireles, o setor é polo de economia criativa, motivo pelo qual a intenção da prefeitura é devolver essa função. “Sempre que a função original de um espaço é descartada, uma outra função nasce, e muitas vezes não desejada”, disse. Ela sugeriu a transformação do SCS num ponto de desenvolvimento econômico, social, e cultural seguindo o modelo do polo digital do Recife, em Pernambuco, que aproveitou uma área central da capital pernambucana, antes degradada.

NOVA MATRIZ – Para o professor da Universidade Católica de Brasília, Alexandre Kieling, a revitalização do Setor Comercial Sul pode contribuir para a sustentação de uma nova matriz econômica no Distrito Federal. Segundo ele, “é importante destacar que todas as questões apresentadas são problemas reais que necessitam de providências”. Kieling lembrou que a economia criativa envolve o desenvolvimento de softwares e passa por várias atividades que impactam desde o trabalho das costureiras, ao dos serralheiros, os marceneiros, os pintores e várias outras atividades. “Podemos, com esse trabalho de modernização, atender um conjunto amplo de atividades”, frisou. “Estamos falando da construção de uma engenharia que é viável e será importante para o DF. Não estamos falando de alguma coisa que não esteja no universo desta Casa nem do setor público”, acrescentou.

Lucas Lima Ribeiro, representante da Secretaria de Ciência e Tecnologia também defendeu as mudanças e disse que a área conta com interesse do Executivo. “O SCS é uma área impossível de não ser tratada na história do DF. Foi lá onde praticamente se desenvolveu toda a atividade econômica privada em conjunto com o poder público”

 

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