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CADE está monitorando preço da gasolina e pode intervir em caso de novo cartel dos postos

O deputado Chico Vigilante foi ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para pedir providências do órgão para combater os preços abusivos da gasolina no Distrito Federal. Ele se reuniu com o superintendente-geral interino, Diogo Thomson, na sede do órgão, em Brasília, na manhã desta segunda-feira (7/8).

“Com o reajuste dado do PIS e Cofins, os donos de postos de combustível voltaram a praticar preços praticamente iguais. Esse é um claro indício de que o cartel voltou a se organizar no Distrito Federal”, afirmou Chico Vigilante.

O superintendente-geral informou que o órgão está monitorando o movimento de preços da gasolina no mercado brasiliense. “Se houver indícios de que o cartel voltou, o CADE vai agir”, informou.

Chico Vigilante prevê um grande impacto nas contas do brasiliense e o aumento do índice inflacionário a partir do próximo mês quando será calculado o índice inflacionário com o reajuste dos combustíveis. “Esse aumento afeta a toda a cadeia de produção no DF”, afirmou.

Chico Vigilante também pediu que seja dada atenção às cidades de Brazlândia e São Sebastião no que se refere ao preço dos combustíveis. “Essas duas cidades, por mais que a gasolina seja reduzida, não têm preços competitivos”, afirmou o deputado.

Thomson afirmou que as investigações relativas à Operação Dubai ainda estão em andamento. Na primeira fase, foi realizado o acordo de compliance com o Grupo Gasol/Cascol que assumiu a prática de cartel.

R$ 150 milhões em multas

Em abril, o Tribunal do CADE firmou um Termo de Compromisso de Cessação (TCC) com a Rede Cascol.

Pelo acordo, a empresa e seus sócios reconheceram a prática de cartel e foram multados em R$ 90 milhões pelo CADE e em R$ 58,301 milhões pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Juntos, os acordos firmados com o CADE e o MPDFT somaram quase de R$ 150 milhões.

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