O deputado distrital Chico Vigilante participou, nesta segunda-feira (21), de uma reunião na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para tratar das práticas abusivas do Banco Santander no país. A agenda foi articulada em conjunto com o Sindicato dos Bancários de Brasília e resultará na notificação formal do banco ao Banco Central, à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e à Febraban (Federação Brasileira de Bancos).
Segundo o Chico Vigilante, o expediente será protocolado oficialmente pelo sindicato, com a assinatura dele e da deputada federal Érika Kokay (PT-DF).
“Essa denúncia não é apenas contra um banco. É a defesa da legislação brasileira, dos direitos do consumidor, da proteção de dados e da dignidade no sistema financeiro”, afirmou Chico Vigilante.
A reunião contou com a presença do secretário nacional do consumidor, Wadih Damous, do diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, Vitor Hugo Ferreira, da deputada Érika Kokay, do presidente da FETEC-CUT/CN, Rodrigo Britto, da dirigente bancária Eliza Espindola Araújo (trabalhadora do Santander) e do advogado Diego Bochnie Silva, que representou o Sindicato dos Bancários de Brasília.
Durante o encontro, foram denunciadas ações como o fechamento em massa de agências, a terceirização irregular de serviços bancários essenciais e a precarização crescente no atendimento aos clientes. Apenas no Distrito Federal, 16 agências do Santander foram encerradas desde 2020, restando hoje apenas 15 — muitas delas operando com sobrecarga e estrutura inadequada.
Outro ponto crítico abordado foi a terceirização de atividades-fim do banco, que vêm sendo transferidas para empresas do mesmo grupo econômico, operando com CNPJs distintos e fora do escopo da atividade bancária. A prática fragiliza direitos trabalhistas, dificulta a responsabilização institucional e expõe os consumidores a riscos como fraudes e ausência de amparo legal.
“O Santander lucra bilhões no Brasil — mais de 30% do lucro global do grupo vem daqui. Mas o que o banco entrega em troca? Tarifas abusivas, agências fechadas, atendimento precário e desrespeito à segurança de dados”, denunciou o deputado.
De acordo com Chico Vigilante, a atuação conjunta com o sindicato e demais entidades visa garantir que as denúncias tenham consequências concretas.
“O Brasil não é colônia. O Santander precisa cumprir a legislação brasileira. Vamos acompanhar cada passo dessa denúncia e cobrar providências. Quem lucra aqui, tem que respeitar o nosso povo e as nossas leis”, concluiu.
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