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Audiência cobra apoio para estudantes superdotados e com altas habilidades

Destinação de recursos e instrumentos para salas de apoio a alunos superdotados e com altas habilidades foi um dos pleitos dos participantes da solenidade que comemorou os 40 anos de atendimento educacional especializado a esses estudantes, nesta quarta-feira (23). Para os autores da homenagem, deputados Chico Vigilante (PT) e Joe Valle (PDT), as políticas públicas precisam valorizar as potencialidades dos alunos especiais.

Vigilante lembra que, em 2014, trabalhou ativamente na construção da Lei 5.372. O dispositivo legal, enviado pelo então governador Agnelo Queiroz e aprovado na Câmara Legislativa, garante o atendimento educacional especializado aos alunos com altas habilidades. “Era uma luta que nós iniciamos. Mas que nós ainda temos muito o que avançar”, afirmou o parlamentar, em plenário.

Para Joe Valle, os alunos especiais são dádiva. O parlamentar compara que “enquanto outros países valorizam os superdotados, aqui no Brasil os pais, alunos e professores precisam ficar ‘com pires na mão’ para conseguir uma sala de brinquedos”. Ele afirmou que, juntamente com Vigilante, se esforçará para garantir recursos para esses espaços educacionais.

O secretário de Educação do Distrito Federal, Júlio Gregório, comemora a data, mas ressalva que ainda há muito a ser feito, principalmente, nas escolas públicas. “Um aluno com capacidades diferenciada quando desponta na escola pública é porque é capaz de vencer até as dificuldades sociais que enfrenta”, avalia.
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Dedicada ao tema há vinte anos, a professora da Universidade de Brasília (UnB) e representante do Brasil no Conselho Mundial para Crianças Superdotadas, Eunice Soriano de Alencar, disse ter testemunhado inúmeras experiências que demostram as vantagens dos investimentos voltados a esses estudantes.

De acordo com a coordenadora da política de acessibilidade e inclusão do Ministério da Educação, Iêdes Braga, a “reativação das políticas de gestão para altas habilidades é uma preocupação atual do Ministério”.

A formação continuada de professores que lidam com os superdotados é uma necessidade permanente, defenderam as professoras e pesquisadoras em educação especial, Edileusa Fernandes da Silva e Mônica Vilaça.

Dignidade para os diferentes – Diversos pais relataram suas experiências durante o encontro, entre eles, Valquíria Theodoro, vice-presidente da Associação de Pais, Professores e Amigos dos Alunos com Altas Habilidades e Superdotação (APASHS-DF).

“A dignidade para os diferentes e a legitimidade social para os nossos filhos é o que buscamos”, disse, ao destacar que o “peso emocional de ser considerado diferente pode gerar vulnerabilidade”. Por isso, segundo ela, é necessária a mobilização dos pais no processo de autoaceitação dos filhos.

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